Bridgestone pronta para desafio no deserto


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O fornecedor oficial de pneus da MotoGP, a Bridgestone, vai adotar uma abordagem diferente em relação à seleção dos pneus slicks para a etapa de abertura da temporada do campeonato Mundial, no Catar, neste fim de semana e os pilotos vão ter ao seu dispor também compostos mais duros.

No ano passado no Circuito Internacional de Losail, a Bridgestone ofereceu compostos macios e médios para a corrida noturna, mas desta vez os compostos serão mais duros. Há também alterações na forma como a marca nipônica escolheu os slicks frontais: normalmente são compostos adjacentes da gama Bridgestone, mas para o Catar foram escolhidos compostos médios e extra duros.

Os motivos para esta escolha foram explicados pelo Diretor de Desenvolvimento de Pneus da Bridgestone, Tohru Ubukata, que afirmou: “O Catar é a única corrida do ano em que se correr à noite e no deserto, duas coisas que nos trazem desafios únicos. Sendo disputada à noite e com luzes artificiais, a temperatura da pista é uma das mais baixas do ano em condições de seco (cerca de 25ºC), mas a areia do deserto vem muitas vezes para o circuito, o que torna a superfície escorregadia e abrasiva. Isto é muito difícil para os pneus, especialmente para os ombros direitos, já que têm de ser macios o bastante para terem aderência com as baixas temperaturas da pista, mas ao mesmo tempo suficientemente resistentes para resistirem ao desgaste, isto de terem também de ser capazes de responder aos fortes pontos de travagem”, comentou.

“Em consequência, adotamos uma abordagem diferente quanto às escolhas de compostos para esta corrida, optando por levar para a pista compostos médios e extra duros para os calçados dianteiros. O composto médio dá boa aderência em condições mais frescas quando a pista está limpa, mas quando o traçado fica com areia, dá-se uma grande mudança das suas características, e por isso necessitamos de um pneu bem mais duro para oferecer durabilidade ao longo da distância de corrida”, continuou.

Os compostos foram usados no último teste de pré temporada na mesma pista, no mês passado, com excelentes respostas por parte dos pilotos e tempos por volta consistentes, o que os torna na escolha lógica para a corrida.

Haverá também uma alteração na forma de distribuição do composto frontal, com os pilotos a fazerem a escolha após a primeira sessão dos treinos livres. “Agora, todos os pilotos vão escolher os compostos depois da primeira sessão de treinos livres. Isto vai dar-nos algum trabalho extra em comparação com o ano passado, mas estamos contentes com isto porque vai ajudar a que os pilotos fiquem contentes, pois vão poder optar por maior quantidade de um determinado tipo de composto frontal que funcione melhor em cada prova”, concluiu Yamada, Diretor do Departamento Motorsport da Bridgestone.

Fonte: MOTO.com.br

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