Novo regulamento apresentado para MotoGP 2016


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Na passada sexta-feira, dia 8 de janeiro, a FIM apresentou aquela que será a primeira versão do regulamento do Campeonato do Mundo de MotoGP e que traz diversas alterações comparativamente com 2015.

Apesar de muitas das alterações já terem sido apresentadas ao público em geral e extensamente discutidas tanto pelas equipas como pelos fabricantes e pelos responsáveis pela organização, Dorna e FIM, a sua presença neste documento confirma a sua aplicação já no começo desta época desportiva que se inicia em fevereiro com o teste de pré-época em Sepang.

Começando pelas motos, todas as máquinas de todas as equipas passam a contar com o ECU e respetivo software desenvolvidos pela Magneti Marelli com vista a nivelar a grelha no que diz respeito à potência do motor. Esta primeira geração do ECU foi desenvolvida em conjunto com a Yamaha, Honda e Ducati que, caso decidam unanimemente concretizar alguma alteração, esta terá obrigatoriamente de ser realizada pela Magneti Marelli. Caso a Dorna decida realizar alguma alteração ao ECU as equipas podem fazer uso do seu direito de veto para impedir essa mesma alteração.

Com esta aproximação a nível de eletróncia, a classe “Open” deixa de existir assim como as benesses atribuídas às equipas que competiam sob esta classe. Com efeito, as 22 motos da grelha terão acesso aos mesmos pneus e 22 litros de combustível para utilizar. No entanto, as equipas Suzuki, Aprilia e KTM (esta última quando se estrear em 2017) serão beneficiadas em três áreas: desenvolvimento do motor ao longo da época, nove motores por época por piloto e capacidade de realizar testes sem limitação com os pilotos oficias. As equipas Yamaha, Honda e Ducati são obrigadas a parar o desenvolvimento do motor no início da época, apenas têm sete motores por piloto por época e apenas podem realizar cinco dias de testes com os pilotos oficiais para além das sessões de teste organizadas pela Dorna.

No entanto, a situação das equipas pode mudar caso as equipas de topo tenham uma má época ou se as equipas intermédias começarem a obter bons resultados. Este “sucesso” é avaliado com os chamados “pontos de concessão” que são obtidos caso os pilotos conquistem lugares de pódio. O primeiro lugar equivale a 3 pontos, o segundo a 2 e o terceiro a 1. Caso uma equipa acumule 6 pontos com os seus pilotos perde imediatamente a capacidade de testar ilimitadamente e na época seguinte vê o número de motores e a capacidade de desenvolvê-los durante a época revogada.

Caso Yamaha, Honda ou Ducati não conquistem um único lugar de pódio durante toda esta época, terão direito às três benesses já referidas para 2017.

Os pneus são também outro ponto de destaque para 2016. Para além do tamanho das jantes ter passado de 16,5 polegadas para 17 polegadas, a Michelin tornou-se o novo fornecedor oficial de pneus para a categoria rainha. Para além dos dois compostos de pneus slick e outros dois tipos de pneus de chuva ao dispor de cada piloto em cada fim de semana, estará também disponível um novo tipo de pneu intermédio que será utilizado em situações onde a pista esteja molhada mas em vias de secar. A quantidade de pneus disponíveis para cada piloto aumenta também, sendo agora 10 pneus da frente e 12 para trás, entre compostos para piso seco, 7 pares de pneus de chuva e três pares de pneus intermédios.

Depois do final controverso desta última época, a FIM decidiu alterar as regras relativas às penalizações. Dando como exemplo a situação de Rossi, onde o piloto recebeu três pontos de penalização que se juntaram ao ponto que lhe havia sido atribuído em Misano, o piloto foi penalizado com uma partida do fundo da grelha pois superou os 3 pontos de penalização permitidos. No entanto, em setembro, quando o ponto de penalização de Misano caducar, Rossi permanece com 3 pontos na sua “carta” que, caso se adicionasse a mais algum ponto de penalização, resultariam em nova partida do fundo da grelha, penalizando assim, no fundo, o piloto em duplicado, situação essa que seria injusta. De forma a resolver esta questão a FIM decreta que os pilotos não podem sofrer duas penalizações iguais até atingirem os 10 pontos de penalização, altura em que a contagem passa a zero e voltam a contar as penalizações aos 4, 7 e 10 pontos novamente.

Por fim, a Fim anunciou o novo escrutínio a que todos os equipamentos dos pilotos estará submetido a partir deste ano. Para além dos capacetes, que já tinham de ser obrigatoriamente homologados, também as botas, luvas e fato estarão submetidos a escrutínio técnico assim como as proteções se rígidas para as costas e peito que passam a ser equipamento obrigatório em todas as provas quando anteriormente apenas eram “altamente recomendadas”.

Fonte: Motociclismo.PT

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